segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Acorde 7 – “O amor ensina música.” Erasmo Rotterdam



Ondas

Você sabia

Todas as ondas têm um comportamento comum em situações padrões. Elas têm as seguintes características:

  • Reflexão - Quando uma onda volta para a direção de onde veio
  • Refração - A mudança da direção das ondas, devido à entrada em outro meio.
  • Difração - O espalhamento de ondas, por exemplo, quando atravessam uma fenda de tamanho equivalente a seu comprimento de onda.
    Interferência - Adição ou subtração das amplitudes das ondas depende da fase das ondas em que ocorre a superposição.
  • Dispersão - a separação de uma onda em outras de diferentes frequências.
  • Vibração - Algumas ondas são produzidas através da vibração de objetos, produzindo sons. Exemplo: Cordas (violão, violino, piano, etc.) ou Tubos ( órgão, flauta, trompete, trombone, saxofone, etc.)

Acorde 6 – “A música é a corporização da inteligência que se encontra no som“ Hoene Wronski


Numeros Áureos

































Você sabia:

Desde a Antiguidade, a proporção áurea é empregada na arte. É frequente a sua utilização em pinturas renascentistas. Este número está envolvido com a natureza do crescimento. Pode ser encontrado na proporção das conchas, dos seres humanos e nas colméias, entre inúmeros outros exemplos que envolvem a ordem do crescimento.


Acorde 5 – “O som aniquila a grande beleza do silêncio.” Charles Chaplin.

Notas, Escalas e Formação de Acordes

C D E F G A B C

Dó – Ré – Mi – Sol – Lá – Si

Todas as notas possuem 1 tom, exceto entre Mi e Fá ; Si e Dó que possuem ½, essa diferença denomina-se acidente musical.

Violão:

Acorde é um conjunto de notas!

Pode ser:

Maior -> Tônica + 2tons + 1,5tons

C: Dó + Mi + Sol

Menor ->Tônica + 1,5tons + 2tons

C: Dó + Ré (sustenido) + Sol

Acorde 4 – “A música é constante renovação. Cada vez que alguém toca, traz ao mundo um novo som.” Daniel Barenboim


As grandes Mentes

Platão considerava que a música tinha grande poder de influência sobre o homem, por isso deveria estar sob controle do Estado, (cidade), considerado como responsável por garantir o bem social.
Pitágoras estabeleceu proporções numéricas para cada intervalo musical. Seu sistema musical apoiava-se numa escala elementar de quatro sons - o Tetracorde; Já o canto prendia-se a uma melodia simples - a Monodia.
Usando uma lira, Pitágoras descobriu a relação matemática dos principais intervalos da escala musical: a oitava, expressão pela relação 2:1, a quinta, expressão pela relação 3:2, a quarta, expressão pela relação 4:3, bem como a do tom maior, expressão pela relação 9:8, que exprimiria a diferença entre a quinta e a quarta.
Aristóteles estabeleceu uma justificativa antropológica para o fenômeno musical baseada no conceito da catarse.

Você sabia?

1- Pitágoras e os pitagóricos foram os primeiros a estabelecer a demonstração com base num raciocínio dedutivo. A eles se deve também a palavra Matemática que para eles significava "ciência por excelência".

2- Platão reconhecia na Matemática a importância de permitir realizar abstrações, aproximando-se assim do mundo perfeito das idéias.

3- Para Aristóteles não havia nada de eticamente nocivo na música, pois ela não deveria pretender ser uma realidade, mas sim um modo de purificação das paixões pela sua indução imitativa.

domingo, 26 de junho de 2011

Acorde 3 – “Canta celeste Musa a primeira desobediência do homem.” Milton



A Música na Grécia Antiga



Constata-se que a música estava presente na Grécia em todas as manifestações da vida pública, tais como festas religiosas ou profanas, jogos esportivos, teatros, funerais, e até em guerras.

Os gregos estabeleceram as bases para a cultura musical do Ocidente. A própria palavra música nasceu na Grécia, onde "Mousikê" significava "A Arte das Musas". Essa arte abrangia, a poesia e a dança, e todas essas expressões eram praticadas de modo integrado.

As musas eram nove ao todo, sendo filhas de Mnemosine e Zeus. São deusas mitológicas da inspiração e da criação artística e científica. No singular é a figura feminina que inspira a criação.

Você sabia?


1- Os poemas eram recitados ao som de acompanhamento musical da Lira, daí o nome "Lírica".
2- Orfeu, filho de Apolo, era deus da música e da poesia e, segundo a lenda, quando tocava sua lira, encantava até os animais.

Acorde 2 – “Depois do silêncio, aquilo que mais aproximadamente exprime o inexprimível é a música.“ Aldous Huxley





A Música na Pré – História





1. Paleolítico Médio = Desenvolvimento do controle da altura, intensidade e timbre da voz, à medida que as demais funções cognitivas se desenvolviam
2. Cerca de 40.000 anos atrás = Criação dos primeiros instrumentos musicais para imitar os sons da natureza
3. Entre 40.000 anos a aproximadamente 9.000 a.C = Criação de instrumentos mais controláveis, feitos de pedra, madeira e ossos, como por exemplo:
xilofones, litofones, tambores de tronco e flautas
4. Neolítico (a partir de cerca de 9.000 a.C) = Primeiros instrumentos afináveis
5. Cerca de 5.000 a.C = Criação de instrumentos de cobre e bronze permitem a execução mais sofisticada



Você sabia?
As primeiras civilizações musicais se estabeleceram principalmente nas regiões férteis ao longo das margens de rios na Ásia, na Mesopotâmia, Índia, Egito e China. Essas regiões são ricas em representações de instrumentos musicais e de práticas relacionadas à música. Os primeiros textos destes grupos apresentam a música como atividade ligada a magia, a saúde, a metafísica e até a política destas civilizações, tendo papel frequente em rituais religiosos, festas e guerras. Várias destas civilizações possuem eventos musicais relacionados à criação do mundo e suas mitologias freqüentemente apresentam divindades ligadas à música.

Acorde 1 – “A música é a revelação superior a toda sabedoria e filosofia.” Beethoven.



Introdução
A música desde sempre esteve relacionada à matemática pura. Ela faz uso de linguagens simbólicas e de diagramas que são representados em dois eixos cartesianos, as abscissas, que representam o tempo e as ordenadas, que representam a altura tonal.

Os músicos usavam esses diagramas muito antes de saberem introduzi-los na matemática. Utilizavam também simetria, proporção, periodicidade e discriminação, continuidade e sucessão mesmo sem saber o que eram tais elementos e sua relação com a matemática. Estão presentes na música também intervalo, ritmo e tempo que podem ser transformados em números.

Após a descoberta de Pitágoras iniciou-se o estudo de aritmética e assim os primeiros instrumentos começaram a surgir. Este também descobriu que o som dos instrumentos mudavam de acordo com a espessura das cordas ou a localização dos furos na flauta.

Com o Renascimento a teoria musical tornou-se uma área independente, mas as ligações foram mantidas. A matemática mostrou-se indispensável para a evolução da música em vários aspectos. E a matemática passou a se tornar definitivamente parte da música.

sábado, 30 de abril de 2011



Na sua definição mais simples, Música é "ritmo e som". Ou seja, é uma combinação de sons executados em determinada cadência. A importância da Matemática na Música está presente desde a concepção mais fundamental do que é "som musical" e do que é "ritmo".
Os sons com os quais podemos criar nossas músicas constituem o que chamamos de "escala musical". Eles são definidos a partir de relações matemáticas muito precisas e, quando combinados de determinadas maneiras, podem produzir resultados agradáveis aos nossos ouvidos. Essas relações matemáticas, junto com as características intrínsecas das vibrações sonoras, são a base para a "harmonia" na superposição dos sons musicais.
Por outro lado, a maneira como encadeamos os sons em nossas músicas também segue regras com fundamentos matemáticos. Todos os tipos de "ritmos" que podemos conceber musicalmente obedecem a algum tipo de divisão fracionária, cuja característica sempre está vinculada a um determinado gênero artístico ou a um tipo de cultura.
Conhecer essas influências matemáticas é, antes de tudo, conhecer a essência da própria Música.